Traição com assentimento do marido.
No povo Aranda, da Austrália, são realizados rituais de dança nos
quais as mulheres , levadas por seus próprios maridos , procuram
despertar o interesse sexual em homens desconhecidos. O homem eleito
pela mulher durante o ritual , mantém relações sexuais com ela , com
assentimento do marido.
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Proeminência dos lábios vaginais
Em Botsuana, a cultura Tsuana considera que a proeminência dos
pequenos lábios vaginais resulta em grande atração sexual. Assim , a
partir da puberdade as meninas começam a puxá-los e podem mesmo valer-se
de outros recursos para aumentá-los, como matar um morcego , queimar
suas asas e passar a cinza sobre cortes feitos em volta dos pequenos
lábios , de forma a torná-los " tão grandes quanto as asas de morcego ".
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Duelos
Praticado entre os séculos 15 e 20 nas sociedades ocidentais, o duelo
é um combate consensual entre duas pessoas, com armas letais
equivalentes, de acordo com regras explicita ou implicitamente expostas,
em razão de alguma questão de honra.
O duelo normalmente nasce do desejo de uma das partes, o desafiante,
de reparar um insulto à sua honra. O objetivo do duelo não é
simplesmente matar, mas sim restaurar a honra pelo envolvimento
voluntário em uma situação de risco de morte.
Embora fosse geralmente ilegal, na maioria das sociedades o duelo era
socialmente aceito, os participantes raramente eram processados e, se
fossem, não eram condenados.
Somente cavalheiros detinham a honra necessária para participar de um
duelo. Se um cavalheiro fosse insultado por alguém de classe inferior,
ele não o desafiaria para um duelo, simplesmente o surraria com um
chicote, bengala ou ordenaria que alguns de seus servos o fizessem.
Hoje, os duelos são ilegais em quase todos os países do mundo.
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Sacrifício Humano
Sacrifício Humano é o ato de matar uma pessoa como oferenda a alguma
divindade ou outro poder, normalmente de origem sobrenatural. Era uma
prática comum em várias culturas antigas, com o ritual variando entre
elas. As vítimas eram mortas seguindo-se um ritual de forma a
supostamente agradar os deuses ou espíritos.
As vítimas podiam variar desde prisioneiros até crianças ou virgens,
que eram mortas queimadas, decapitadas, enterradas vivas e etc.
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Seppuku
Também conhecido como hara-kiri, o seppuku é o suicídio ritual pela
retirada das vísceras através de um corte na barriga. Era parte
importante do bushido, o código dos samurais, e era cometido pelos
guerreiros a fim de evitar que caíssem nas mãos inimigas ou para atenuar
a vergonha.
Um daimyo (senhor feudal) tinha o poder de ordenar que algum de seus
samurais cometesse o seppuku. Em alguns casos permitiam-se que
guerreiros em desgraça cometessem o seppuku ao invés de serem
executados. Samurais femininos só podiam cometer o ritual sob permissão.
O seppuku era visto como um ato de honra e coragem, admirável em um
samurai que reconhecera sua derrota, desgraça ou ferimento fatal.
Com o tempo desenvolveu-se um complexo ritual para o seppuku. O
samurai banhava-se e era vestido com roupas brancas. Comia seu alimento
favorito e, quando terminado, seu tantõ (punhal) era colocado sobre seu
prato. Então o guerreiro preparava-se para a morte escrevendo um poema
da morte. Com seu kaishakunin (auxiliar de confiança) ao lado, ele abria
seu quimono e cravava a faca no abdômen, abrindo um corte da esquerda
para a direita. No mesmo momento o kaishakunin faria então um daki-kubi,
ou seja, deceparia a cabeça do samurai com um único golpe de espada.
O seppuku foi proibido no Japão em 1873, mas nunca parou de ocorrer.
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Eunucos
Eunucos são homens castrados. O termo “eunuco” é usado geralmente
para se referir à homens castrados que designam algum papel social em
função disso.
Os primeiros registros de eunucos datam de 21 A.C. na antiga Suméria.
Desde os eunucos desempenharam vários papéis em diversas sociedades
diferentes. Desde cortesãos, cantores (os famosos castrati),
especialistas religiosos, oficiais do governo e comandantes militares
A função mais comum, no entanto, é a de serviçal íntimo da corte
(eunuco vem do grego “guardião da cama”). Na visão da época a castração
os tornavam serviçais mais submissos e mais fieis.
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Chanzú
Do chinês “pés atados” o Chanzú foi uma prática comum na China
durante cerca de 1000 anos. Meninas, na faixa dos quatro aos sete anos,
tinham os pés atados com bandagens apertadas de forma que não pudessem
crescer. Com o crescimento natural, os pés comprimidos se quebravam e
cicatrizavam, num círculo que só terminava na fase adulta, ficando
completamente deformados.
Os “Pés de Lótus”, como eram chamados, não passavam dos 10 cm de
comprimento, e eram visto como sinal de status social e elegância.
O processo era complexo e deveria ser repetido a cada dois dias. Os
pés eram untados em uma mistura de ervas e sangue de animal a fim de
prevenir qualquer necrose. As unhas eram aparadas para evitar infecção.
Em seguida a menina tinha os pés massageados. Bandagens eram imersas na
mesma mistura de sangue e ervas. Cada um dos dedos era então quebrado e
enrolado firmemente na bandagem úmida. Com a secagem, estas se contraíam
e puxavam os dedos na direção do calcanhar.
A cada novo processo as bandagens eram presas mais fortes, tornando o ritual sempre doloroso.
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Enterro Celeste
Enterro celeste ou, ritual da dissecação, era uma prática comum no
Tibet. O cadáver era cortado em pequenos pedaços e colocado no alto de
uma montanha, ficando exposto aos elementos e aos animais (especialmente
aves de rapina). Em tibetano a prática é conhecida como jhator, que
significa literalmente “dar as almas aos pássaros”.
A maioria dos tibetanos são adeptos do budismo, que prega o
renascimento. Não há necessidade de preservar o corpo, que é agora
vazio. Como o terreno tibetano é rochoso e muitas vezes difícil de
cavar, o enterro celeste tornou-se uma forma prática de se livrar do
corpo. A prática é considerada um ato de generosidade,
Os jhator tradicionais são feitos em áreas específicas do Tibet. O
processo completo é longo e caro e quem não pode paga-lo simplesmente
tem o corpo deixado em alguma pedra, onde apodrecerá e será comido por
animais.
O governo chinês proibiu a prática em 1960, mas a legalizou novamente em 1980.
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Sati
O Sati (ou Suttee) é um costume hindu no qual a viúva se sacrifica queimando-se viva junto do marido em sua pira funerária.
Não se sabe a origem exata do costume. Embora ele seja associado com
os indianos, práticas semelhantes ocorreram também entre os egípcios,
chineses e vikings. A maior parte dos indianos nega que seja um costume
hindu, visto que não consta nada a seu respeito em nenhum de seus textos
sagrados.
O sati é supostamente um ato voluntário. Argumenta-se, no entanto,
que muitas mulheres podem ver-se impelidas a cometê-lo por pressão da
sociedade e dos familiares
Visto com horror pelos ocidentais o sati foi proibido pelo governo
britânico em 1829, mas nunca foi extinto de fato. Desde a independência
da Índia, em 1947, cerca de 40 casos foram noticiados. O mais recente
deles aconteceu em 1987. A jovem Roop Kanwar, de 18, estava casada a
apenas 8 meses quando seu marido faleceu em decorrência de uma
apendicite. Os vizinhos disseram que no dia seguinte, durante seu
funeral, a viúva apareceu, vestida com seu traje de casamento, sentou-se
na pira, com a cabeça do marido no colo, e ordenou que acendessem as
chamas. Cerca de 40 testemunhas foram presas acusadas de envolvimento na
morte, mas ninguém testemunhou e, após 9 anos de disputa, os acusados
foram inocentados.
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Auto-Mumificação
A auto-mumificação foi prática corrente entre um pequeno grupo de
monges budistas do norte do Japão conhecidos como Sokushinbutsu. A fim
de alcançar o status de Buda, os monges tiravam sua própria vida através
de um processo de mumificação.
Por um período de três anos o monge se alimentava de uma dieta
especial composta somente por nozes e sementes, acompanhada por um
programa de atividades físicas rigorosas. Esse período visava acabar com
toda a gordura de seu corpo.
Nos próximos outros três anos ele se alimentava somente de cascas de
árvores e raízes e tomavam um chá venenoso feito da seiva da árvore de
Urushi, que contém urushiol, substancia normalmente usada para embeber a
ponta de lanças e flechas. Esse processo causava fortes vômitos e a
perda sistemática dos fluidos corporais.
Finalmente o monge se trancava em uma tumba de pedra, pouco maior que
seu corpo, onde permanecia imóvel na posição de lótus. Sua única
conexão com o mundo exterior eram um tubo de ventilação e um sino. À
cada dia ele tocava o sino uma vez. No dia que o sino não tocasse, seus
amigos saberiam que ele estaria morto.
O processo longo e doloroso requeria muito de seus praticantes, mas
nem todos tinham sucesso no fim. Algumas tumbas, quando abertas,
conservavam apenas o corpo apodrecido de seu hóspede.